10 Dicas de Saúde

1 – Valorize os momentos de se alimentar.

Defina os horários das refeições e procure respeitá-los. Isso deve valer, principalmente, para as três grandes refeições: café-da-manhã, almoço e jantar. Nos intervalos, pequenos lanches são importantes, e sua função não é enganar a fome, mas compor a dieta diária. A nutricionista Silvia Papini- Berto orienta para que as pessoas invistam mais tempo no café-da-manhã. A partir daí, pode-se fracionar as refeições seguintes a cada três ou quatro horas Além de respeitar os horários, é preciso valorizar a alimentação como um ato em si. Já ouviu dizerem que hora de comer é sagrada? Pois isso é pura verdade para quem quer ter mais saúde.

O processo de se alimentar envolve um conjunto de ações que precisam ser bem realizadas, como a mastigação e a deglutição. “Caso a pessoa esteja distraída, come correndo e não sente o sabor dos alimentos, além de comer demais, enchendo a barriga sem se sentir satisfeita”, afirma Silvia. Qualquer outra atividade que tire a concentração, tais como assistir à TV, ler jornal, usar telefone devem ser deixadas para depois enquanto se come. “Existem estudos relatando que as pessoas que comem assistindo à TV têm maior chance de engordar, pois, além de comerem distraidamente e em quantidades maiores do que o necessário, o metabolismo se modifica durante o aproveitamento dos alimentos”, complementa a nutricionista.

2 – Enriqueça sua alimentação com cores variadas

Pense na alimentação não somente como fonte calórica, mas também como fonte de nutrientes. Proteínas, vitaminas, lipídios, minerais, são fundamentais para o equilíbrio metabólico e nutrição celular. Mesmo sem saber exatamente a dose de cada nutriente presente na alimentação, comer buscando obter um leque bem colorido é um bom caminho, já que é a predominância de certas vitaminas e minerais que condiciona suas cores.

E tenha bastante atenção para perceber se há alguma cor que está faltando na palheta do seu prato, afinal, na tela da sua saúde quanto maior for a variedade de tintas, mais vigorosa e bela fica a pintura. A nutricionista Silvia Berto alerta para a carência de algumas cores na alimentação das pessoas, de um modo geral. “Acredito que o verde-escuro e o amareloalaranjado são as cores que mais faltam”, diz.

3 – Pratique exercícios físicos

A lista de benefícios dos exercícios físicos para a saúde é enorme. De acordo com o cardiologista Silvio Reggi, tal prática atua sobre a pressão arterial, dilatando os vasos sanguíneos; promove adaptações do coração, aumentando sua capacidade de ejeção de sangue e, portanto, diminuindo sua freqüência de batimentos durante o repouso; reduz a necessidade de oxigenação do miocárdio — por precisar contrair menos vezes; estimula a formação de novos microvasos, até mesmo no coração; e aumenta a capacidade pulmonar, oxigenando melhor todo o corpo.

O professor Douglas Andrade, coordenador de ensino do Centro de estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs) e assessor científico do Programa Agita São Paulo, continua a lista de benefícios, citando, além da redução de riscos ligados aos problemas cardiovasculares, a redução da glicemia — importante ao tratar de diabetes —, a redução de alguns tipos de câncer, a melhora do sono, o aumento da disposição física e da percepção de bemestar, a manutenção do peso e a melhora na satisfação com a vida. Andrade sugere pelo menos 30 minutos de atividade física leve ou moderada diariamente. E, para crianças e adolescentes, pelo menos 60 minutos diários. “Atividades, como a caminhada, mesmo que seja em pequenas distâncias, são recomendadas”, sugere. Assim, procurar se locomover mais a pé e subir e descer lances de escada já seria um avanço.

4 – Modere o consumo de gorduras e açúcares

Não é segredo para ninguém que, na alimentação, devem-se diminuir as quantidades de gorduras e açúcares e consumir mais frutas, verduras, cereais integrais e carnes magras. Mas, no dia-adia, muitas vezes os hábitos enraizados fazem as gorduras e açúcares passarem despercebidos. O médico cardiologista da Unifesp, Silvio Reggi, indica algumas práticas bem concretas para controlar a ingestão de gorduras. Em primeiro lugar, evitar os alimentos fritos e os empanados é o ponto-chave, já que esses contêm muito conteúdo lipídico.

Em relação às carnes, Reggi aconselha a retirar tanto quanto possível as partes visíveis de gordura antes do preparo, caso contrário a gordura derrete e penetra. Além disso, sempre é melhor prepará-las grelhadas, pois assim parte da gordura escorre e sai do alimento. Ao escolher o tipo de carne que se vai consumir, a preferência deve ser dada às menos gordurosas. Sendo assim, os peixes vêm em primeiro lugar, seguidos das aves. Já a carne de bovinos e de porco, Reggi recomenda comer eventualmente. Misturar lingüiça e bacon no preparo de arroz ou feijão é outro hábito que precisa mudar para quem quer diminuir o consumo de gorduras. E, no lugar do óleo de soja, usar óleo de canola.

5 – Descubra o lazer

Nas grandes cidades, em meio à correria e às muitas tarefas, o lazer acaba ficando com o pequeno tempo que mal sobra. Muitas vezes, ocupa um lugar bem no final da fila de compromissos pessoais. E olhe lá… Alguns nem sequer se lembram mais o que é lazer. Mas é bom começar a trazê-lo para uma posição mais privilegiada na vida. A geriatra e assistente doutora da disciplina de geriatria da Unifesp, Fania C. Santos, enfatiza que, “atualmente, existe uma atenção maior para promover qualidade e não apenas quantidade de vida”.

Ela ressalta a importância de se envolver em atividades prazerosas para melhorar a saúde. Entre outros benefícios, ocorre a liberação de substâncias como a serotonina, que tem a ver com o estado de humor. “A liberação de serotonina, a partir de atividades de lazer, ajuda as pessoas a se sentirem com mais bem-estar. Além do que, sua circulação no corpo aumenta o limiar de dor”, conta. As substâncias liberadas durante momentos prazerosos também ajudam a diminuir a depressão. E, quando se trata de idosos, isso é ainda mais importante.

6 – Faça exercícios cognitivos

Conforme explica Fania C. Santos, a cognição é uma função superior que envolve memória, planejamento, cálculos, orientação no tempo e espaço, entre outras atividades. Assim como é preciso exercitar o corpo para ter mais agilidade, lexibilidade e força, a mente também precisa ser constantemente exercitada. “Às vezes chega um paciente reclamando que a memória já não é mais a mesma. Mas também é porque ele não colabora”, chama a atenção Fania. Com isso, a geriatra ressalta a importância de superar a inatividade mental e passar a colocar a cabeça para trabalhar.

Leituras, jogos, palavras cruzadas, quebra-cabeças, crochê, pintura, computador, contas matemáticas, aprendizado de idiomas, entre outros, são alguns dos meios para exercitar a função cognitiva. “E isso é uma prática que deve ser seguida ao longo da vida, sem abandoná-la na velhice”, prescreve Fania. Para quem acha que assistir à TV também entra na lista de exercícios cognitivos, a geriatra pondera: “TV é mais lazer do que atividade cognitiva, porque a pessoa pode ouvir sem interpretar. Nesse contexto, ler uma revista, por exemplo, ou qualquer outra atividade que envolva aprendizado, é mais importante do que a TV”. A geriatra menciona pesquisas indicando que pessoas com baixa atividade cognitiva têm declínio nessa função. “Atividade intelectual nunca é prejudicial. Quanto mais, melhor”.

7 – Conheça se u corpo

As singularidades de cada pessoa e suas conseqüências em termos de metabolismo, de cuidados necessários, de recomendações nutricionais e assim por diante, só podem ser seguidas à risca quando se conhece o próprio corpo. Por isso, fique atento aos seus gostos, características, motivações, restrições na hora de escolher uma atividade física, por exemplo. E, se conhecer a si mesmo é importante em vários aspectos, no aspecto clínico ainda mais.

Silvio Reggi explica que as recomendações de exames, embora não tenham uma regularidade preestabelecida, podem seguir alguns parâmetros: exames de pressão arterial 1 vez por ano; exames para medir colesterol pelo menos 1 vez na vida para quem tem menos de 30 anos; após os 45 anos, visitar o médico a cada 2 anos. “Se as pessoas descobrem precocemente algum problema, há mais possibilidades de se fazer uma intervenção benéfica”, relata Reggi, contando que, no Brasil, metade dos hipertensos não sabem que o são.

8 – Dê atenção às coisas simples

Há uma cultura que dissemina a idéia de que a felicidade está ligada à opulência. Mas pode ser o contrário. O psicólogo e coordenador do curso de Psicologia da PUC-SP, Hélio Roberto Deliberador, indica um caminho bem diferente dessa idéia. Segundo ele, uma ótima contribuição à saúde é buscar satisfação a partir das coisas simples, que trazem bem-estar. Quando a vida está banalizada, nem se percebem a riqueza e os encantos que nos cercam. “É importante dar relevo ao espetáculo que significa sermos vidas singulares. A vida tem valor por ela mesma”, lembra Deliberador.

E são com elementos mínimos, belos e gratuitos que se pode alcançar um estado de harmonia. Apreciar um cair de tarde, uma árvore florida, uma refeição bonita, andar num parque, observar uma fonte, usufruir de uma paisagem com água. Cada um pode escolher o que mais se adapta a seu contexto. O segredo é lidar com coisas que trazem boas sensações e pensamentos. Uma música, por exemplo. “Desde pequenos a música tem o poder de nos embalar. Ela mexe com nosso estado de espírito, nos tranqüiliza”, sugere o psicólogo. “Nisso tudo, é ir se encantando com as pequenas coisas legais”, completa.

9 – Participe das atividades de benefício Público

Plantar flores nos espaços, ajudar a limpar a cidade, dar boas palavras a quem precisa, conceder um sorriso singelo a alguém que está sofrendo, ser solidário com idosos, cuidar de um jardim, distribuir brincadeiras, ensinar alguém a empinar pipas ou a jogar algo. Não faltam idéias para serem vividas na prática como forma de estender a própria vida além de si mesmo.“Os orientais sabem muito bem o que é realizar benefícios públicos. Já os ocidentais são bastante individualistas.

Praticar essas atitudes voltadas para outras pessoas ajuda a sair do individualismo excessivo”, argumenta Hélio Deliberador. Isso é como o psicólogo define a “vida saudável para além de si”. Afinal, os projetos que relativizam nossos problemas e nos colocam frente a outras referências estabelecem uma relação com o mundo que se pauta na saúde integral, da humanidade, do indivíduo, da natureza. Prudência, beleza e senso de justiça são três valores essenciais

10 – Junto com outras pessoas

“O sofrimento psíquico de pessoas sozinhas ou com baixa qualidade nas suas relações faz com que adoeçam”, afirma o psicólogo Hélio Roberto Deliberador. Na outra ponta, estar com outras pessoas numa relação de diálogo, de criatividade e significação, resgata a saúde. Aliás, de acordo com Deliberador, esse é o princípio da psicoterapia: “a cura pela relação saudável”. Todos precisam de companhia.

Partilhar a vida, comunicar-se, estar perto de pessoas das quais se gosta, dialogar, abrirse à troca, aprender com o outro, tudo isso é um santo remédio e um excelente promotor de saúde. “Nós desenvolvemos estados de humor na presença de outros. Conviver contribui para nos sentirmos mais leves. E isso traz saúde”, diz o psicólogo. Outra boa forma de convivência que pode ser muito produtiva para a saúde é quando há boas relações entre adultos e crianças. “Faz bem para ambos”, resume Deliberador

#Fonte Revista Viva Saúde / Uol

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